terça-feira, 19 de janeiro de 2010

FAMÍLIA, O ALICERCE PARA OS FILHOS DE PAIS SEPARADOS

Vários pais solicitaram a abordagem desse assunto no meu Blog, demorou um pouco, mas como prometido, aí vai:

Qualquer casal em processo de separação deveria, antes de qualquer atitude, estar atento para que esse processo não desestabilize emocionalmente os filhos, já que para estes, a perda da estabilidade do lar e em alguns casos, da família, podem trazer sérias sequelas na sua formação.

A família é a célula-tronco da sociedade, o lugar onde se desenvolvem as estruturas psíquicas do indivíduo, onde se desenvolve a sua personalidade, onde ele aprende a viver no mundo, onde ele cria uma identidade, os seus valores e aprende lidar com suas emoções. Família é composta pelos pais, filhos, avós e todo membro ligado por sangue, lei ou afinidade, tanto de um lado como do outro, é um pequeno País, com valores e regras peculiares, que darão aos membros o seu próprio “sotaque”, singularidade, lealdade e princípios. Essa é a grande família-país! A pequena família, a família original, a cidade-família, a dos membros que residem na mesma casa, essa é a que vai ser mais afetada pela separação do casal, essa é que não pode se dissolver, apenas se reorganizar.

Portanto, já que é inevitável essa separação, vamos cuidar para que esse fato não ultrapasse os limites estabelecidos pela vida, e se restrinja apenas ao casal e não à família. Sofrimento ocorrerá, mas os filhos podem também superar essas frustrações, essas vicissitudes e seguirem em frente. E com menor dificuldade, se os pais colaborarem com eles e não abdicarem de seus papéis.

Seria bom observarem algumas dessas realidades e, se possível, fugirem dessas situações:

1. As separações não precisam ser traumatizantes, mas os traumas serão inevitáveis, contudo, precisamos ser consequentes em relação à saúde mental e emocional de nossos filhos. Quem se separa é o casal, não a FAMÍLIA. Esta já foi constituída, com pai, mãe, filhos, avós, tios, primos, etc. Famílias não moram todos na mesma casa, e qualquer criança pode entender isso. Mas muitos casais põem fim à família original, levando os filhos a sensação de abandono e menos valia. Cortam todo e qualquer relacionamento com o ex-cônjuge e sua família, esquecendo-se que nesta família estão avós, tios, primos, etc, co-responsáveis pela formação de seus filhos. Fazem questão de saírem dessa família totalmente, como estão saindo do casamento. “Minha mãe não gosta do meu pai e nem da família dele (ou vice-versa), portanto, não gosta de mim também, pois eu faço parte dessa família”, é o que muitos filhos pensam.

2. Não usem os filhos como MENSAGEIROS entre vocês. Se os pais querem criar filhos saudáveis têm que compartilhar informações, têm que conversar. Os filhos se sentem fazendo parte de uma família, mesmo que organizada da forma não usual, quando há o interesse e a concordância de ambos em relação a eles, independente de morarem juntos ou não. Desse modo, os filhos irão sentir que tanto o pai quanto a mãe continuam atuantes e presentes em suas vidas. Outra vantagem da boa comunicação entre os ex-cônjuges é que ela propicia a construção da identidade dos filhos. Filhos gostam e necessitam das histórias onde eles eram os protagonistas, histórias de quando eram pequenos, histórias da escola, dos passeios, dos amigos, peraltices, "casos de família", etc. Imprimimos em nossos filhos essas lembranças, a cultura, a história de vida. Lembranças não compartilhadas somem no tempo. Pai e mãe não podem esquecer disso! Vocês compartilham com seus filhos essas memórias? Conseguem sentarem-se juntos e compartilharem boas histórias da vida dos filhos? Quando isso não ocorre, na vida adulta seus filhos podem não ter lembranças da presença do pai ou da mãe em suas vidas. E você, pai ou mãe, também não terão um passado com seu filho. Os filhos precisam continuar aprendendo a viver, a suportarem as frustrações que a vida lhes apresenta, a enfrentarem as perdas indesejadas, e para isso, dependem igualmente dos pais. Não é o que costuma ocorrer. Geralmente a mãe tem a guarda física e o pai provem a manutenção e entende que seu papel acabou ali, o inverso também ocorre. No futuro seus filhos serão pessoas que você não conhece e que você não teve a oportunidade de imprimir sua marca, seus valores e sua personalidade. Conflitos na idade adulta serão comuns, já que bons relacionamentos dependem, em grande parte, de valores semelhantes e convivência. Eles crescerão, constituirão suas próprias famílias, terão seus filhos e você, pai ou mãe ausente, não fará parte disso. É dura a realidade, mas é a realidade!

3. Muitas vezes o cônjuge que não possui a guarda física se sente CULPADO pela sua ausência e tenta compensá-la com presentes, passeios e concessões. Logo os filhos percebem a jogada, e com certeza, tirarão proveito disso. Logo entenderão qual o papel que cada um dos pais têm em suas vidas: quem é que cuida, quem é que se interessa, quem é que sempre está junto, quem é que vai nas reuniões da escola, quem é que conhece os amigos, quem é que educa e ... quem é que somente compra e dá. Portanto, somos nós, os próprios pais, que definimos a relação que iremos ter com nossos filhos no futuro. A visão que os filhos têm do papel do pai e da mãe em relação a sua criação é que definirá sua estabilidade emocional e seu relacionamento com cada um deles no futuro. “Minha mãe é mãe e pai, e meu pai é o banco”, muitos filhos já me disseram isso em consultório.

4. “Separamos porque é impossível a CONVIVÊNCIA juntos, mas continuamos separados mesmo não convivendo mais juntos” é a postura empregada por muitos casais separados com filhos. Quando um casal com filhos se separa, não é possível banir totalmente a figura do ex-cônjuge de suas vidas, pois ele ou ela serão sempre o pai ou a mãe de nossos filhos. Isso nada dissolve, nem a lei! Ao contrário, a lei cobra e concede obrigações e direitos iguais. Muitos casais passam a não se suportarem e não escondem isso. Dói no filho ver um ou outro dos pais denegrirem ou diminuírem a imagem do outro. Se um dos pais não consegue ver o valor que o outro cônjuge ocupa na vida dos filhos, nunca conseguirá ver seu próprio valor. Se os pais querem que seus filhos sejam felizes, o vínculo filial deve ser preservado independentemente dos laços conjugais. A grande confusão que acaba ocorrendo na cabeça das crianças é quando os adultos misturam as figuras de marido e mulher com as de pai e mãe. Podemos ser bons pais ou mães sem sermos marido ou esposa. É importante aceitar tal fato e aprender a conviver com tal situação. Devemos ainda continuar “amando” nossos ex-cônjuges, não mais de forma carnal ou possessiva, mas sim como pai ou mãe de meu filho. É impossível a “falta de amor” se entendermos que falta de amor é ódio ou indiferença. Se amamos nossos filhos e eles nos amam, como podemos deixar de amar e de respeitar a pessoa que tem tanto valor e importância quanto eu na formação deles? A realidade mostra que quando um dos cônjuges não tolera a presença do outro, agride os filhos que amam igualmente os pais. Seria bom resolver essa situação antes de se aventurarem numa separação. A experiência diz que o ódio pelo parceiro pode ser um amor sublimado, um caso mal acabado, mal resolvido ou feridas ainda abertas. As situações não resolvidas entre os pais geram filhos não preparados para relacionamentos, rancorosos e ciumentos.

5. No caso de constituição de NOVAS FAMÍLIAS, os filhos só têm a ganhar, já que passam a ter novos tios, primos, irmãos e até avós, nos casos dos mais novos. Cabe aos pais fornecerem subsídios para que isto ocorra e providenciarem para que os contatos com as famílias do pai, da mãe e do novo parceiro ou parceira sejam somados e nunca tolhidos ou divididos. Preparar com amor um cantinho para seu filho em sua nova casa é o mínimo a oferecer. Logo esse cantinho se amplia e aquele novo membro começa a se sentir “fazendo parte”. Em seu quarto terá alguns brinquedos, seu travesseiro, sua coberta, sua cama, roupas e seu cheiro. Na casa logo terá seu sofá preferido, seu lugar à mesa, seu local para estudar. Vocês pais olharão para suas casas e lembrarão a todo momento de seus filhos, independente de morarem com vocês ou não, pois eles deixaram ali as suas marcas. É o bom de estar em casa! Maiores, terão também as chaves, levarão os amigos, amores e se sentirão duplamente felizes e amados, tanto na casa de um, como na de outro. Os filhos não podem ser visitas na casa dos pais, terem dias específicos para estarem lá ou cá, ou terem que comunicarem suas chegadas. A necessidade dos pais em suas vidas não pode ser dividida ou controlada, só o espaço físico! Mais do que ter duas casas, deve haver concordância, igualdade e limites em ambas. Os pais devem cuidar para que tanto numa casa, quanto na outra, os filhos se sintam confortáveis e não ocorram preferências e desníveis sociais e econômicos marcantes que possam afetá-los.

6. Sempre “joguem limpo” com seus filhos! Quem sabe um de vocês, ou ambos, não desejam constituir nova família no momento e queiram “viver a vida”, tendo vários relacionamentos depois da separação, mais passeios, viagens, academias, novos amigos, etc. Mais do que justo para quem julga ter saído de um relacionamento desgastado e conflituoso  e quer dar uma recuperada no tempo perdido (muitos se justificam dessa forma acreditando que o tempo pode ser recuperado). Você, pai ou mãe, finalmente está desimpedido para isto, não há motivos para culpa. Estar solteiro ou solteira novamente, ou "estar sem os filhos" pode ser a nova condição desses pais. O compromisso de fidelidade com o outro cônjuge não existe mais, mas vocês continuam sendo pais e mães que devem manter a fidelidade aos filhos, isto é inevitável e requer responsabilidades, continuam sendo pais que podem aproveitar a vida, lembrando-se apenas que casamentos se desfazem, paternidade ou maternidade nunca. FILHO NÃO É FARDO! Há pais que não pensam assim, principalmente quando os filhos os privam de ser novamente solteiros, querem participar de suas vidas ou exigem algum tipo de renúncia. Acorde! Casamento é opção, se não agradar tenho possibilidades de rompê-lo. Filhos são para sempre!  Estes sim, só serão separados pela morte. Se você, pai ou mãe, considera que seus filhos lhe privam a liberdade ou lhe tomam muito tempo, vocês, pai ou mãe, não estavam preparados para tê-los, pois a paternidade ou a maternidade implica numa nova condição de vida, recheada de deveres, obrigações e renúncias, independente se solteiros, casados ou descasados. 
Já, o momento de apresentar aos filhos a nova ou novo parceiro, namorado ou namorada, poderá ser a partir do momento em que vocês, pai ou mãe, estiverem certos de que a relação não será rápida e sim duradoura, para que seu filho possa se sentir seguro de ter outra pessoa no âmbito familiar. Outra pessoa significa "fazer parte da vida", conhecer a história, os problemas e defeitos de seus filhos. Seu filho, com certeza, não se sentirá bem, se de tempos em tempos, chega um outro desconhecido para fazer parte de sua vida, conhecer seus defeitos e seu íntimo. É certo que eles não aceitarão isso de forma natural. Não invadam a privacidade deles por pura vaidade! Da mesma forma que os pais impõe regras para os relacionamentos de seus filhos adolescentes, eles devem estar atentos se estão proporcionando os mesmos exemplos. Modernismo também implica em respeito! Nenhum pai ou mãe aceita que seus filhos transitem pela casa a cada hora com um namorado ou namorada diferente. Vejo pais, dito modernos, só permitirem um contato mais familiar quando acreditam que o relacionamento de seu filho ou filha dá ares de ser sólido. Os próprios adolescentes não levam seus “ficantes” para casa! Os pais são o "farol" dos filhos, é bom lembrar disso!

7. E as férias? E o Natal, aniversário, feriados? Os filhos que não convivem com um dos pais esperam ansiosos estas datas, mas ao mesmo tempo entram em conflito. Há pais que cometem o absurdo de fazerem dois aniversários para o filho, um na casa da mãe, outro na casa do pai, com amigos e convidados diferentes. Eterna COMPETIÇÃO! Pais extremamente culpados por sua ausência suprem as necessidades emocionais dos filhos com bens materiais. É mais fácil, por exemplo, comprar um carro para o filho, do que assumir o compromisso de levá-lo ou buscá-lo. É mais fácil comprar um vídeo-game para agradar um filho irritado do que dispor do nosso tempo para acalmá-lo ou entendê-lo. Os aniversários das crianças menores deveriam ser comemorados com o pai e a mãe presentes na festa, primos, tios e avós, maternos e paternos e os amigos. Esta deveria ser num local que não fosse na casa de nenhum deles, para não haver problemas. Para os maiores, basta a presença só dos pais. Já os Natais deveriam ser alternados, ou comemorado com todos num almoço fora, por exemplo. Filhos maiores se entristecem em deixar um ou outro dos pais nesta data, já que a sociedade estipula os Natais como sendo "da e para a família". São paradigmas a quebrar!

8. Pais sabem da vida dos filhos, conhecem sua rotina, amigos, professores e preferências. Filhos, por tabela, acabam também conhecendo a vida dos pais. Não é somente um teto em comum que os fazem pais ou mães. Habituem-se a COMUNICAREM sempre com seus filhos, caso você não more na mesma casa que eles. Se a presença física não é possível sempre, telefonem, troquem e-mails, perguntem sempre o que fizeram, onde foram, cobrem suas presenças e mostrem que se interessam por suas vidas, pelo que fazem, aonde vão e com quem. Conheçam seu filho e permita que ele conheça vocês. Conheço pais que sabem mais dos hábitos de seu cachorro, do que do seu próprio filho. Da mesma forma, não sumam sem dar notícias. É muito desagradável para os filhos não saberem onde o pai ou mãe está. Recebo muitas queixas dos filhos em relação a esse comportamento dos pais. Os filhos, independentes da idade, se sentem abandonados e excluídos quando não conhecem a vida do pai ou da mãe, ou melhor, quando não conhece esse pai ou essa mãe. Quando adultos, geralmente serão filhos órfãos de pai ou mãe vivos. Vínculo não alimentado se desfaz! Amor não cultivado não floresce!

9. A questão central a se preocupar depois da separação é a de RECONSTRUIR essa família agora. Não é a família que acabou, é a sociedade conjugal. A separação nada mais é do que uma mudança nessa organização familiar, não um término. Se os pais não administram bem isso, permanecem eternamente "emocionalmente casados" presos em mágoas, ciúmes e sentimentos de vingança. Tão importante quanto saber se separar sem traumas é saber reconstruir a família. Os filhos agradecem. Para os filhos há uma grande diferença entre crescer com a presença dos pais sob o mesmo teto, crescer com a presença dos dois de forma alternada ou crescer com a presença de um só deles. Isso não depende deles e sim de vocês pais.

10. Parece complicado? Lidar com emoções, perdas e separações não é nada fácil, mas entre tumultos e dificuldades, é possível criar filhos felizes e saudáveis, mesmo se a separação for inevitável. O segredo é colocá-los sempre em PRIMEIRO PLANO.

Você, pai ou mãe, se identificou com alguma das situações acima? Que bom! O primeiro passo para mudanças é reconhecer os erros. Sempre há tempo para “consertar a relação" quando se trata dos filhos. Então, que tal repensar suas atitudes?

VEJA TAMBÉM: PERDAS, SEPARAÇÕES E MORTE

18 comentários:

  1. Olá gostei muito do seu blog! Tenho um blog e queia pedir a permissão de adicionar seu endereço à minha lista de blogs!

    Grande abraço

    Rafaela

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  2. Dediquei meu dia hj a ler seu blog e adorei,me identifiquei muito c muitos textos q vc escreveu.Esse tema de separação me tocou,estou passando exatamente por esse momento e sinceramente não sei o q fazer.Faço de tudo p q meu filho pequeno de 4 anos ñ sinta minha mágoa,rancor mas sei q ñ é possível.Ele ve eu chorando enfim, ele sabe do meu sofrimento.Só quem sabe o q é uma separação é quem passa por ela, é uma verdadeira sangria principalmente qdo vc ..mulher vê q seu marido ñ a quer mais.Saber q seu filho precisa da presença do pai, das visitas do pai e de seu sorriso qdo ele vem ver o filho...sabemos mas é extremamente difícil a tarefa do "que maravilha...tudo esta muito bem e superado ".
    Qdo vc fala nas festas de aniversário, convidar o pai p participar...como fazer se ñ existe a menor possibilidade de nem ver o pai pela frente? nem a km de distancias?rancor?ódio?amor mal resolvido?não sei..só sei q existe muita confusão de sentimentos e preocupação c meu filho e gde amor por ele.Gostaria de ser imparcial mas ñ posso e ñ consigo disfarçar,nem mesmo em nome do amor pelo meu filho o q ainda sinto pelo pai.Sentimento vc ñ tem um botão q liga e desliga qdo nos conveem, ele é arredio, impetuoso e ñ nos obedece....infelizmente.

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  3. Oi Anônimo,
    Lidar com perdas e separações é o maior desafio para o ser humano e você deve saber disso. A perda gera luto, revolta, ressentimentos e arrependimentos, mas ela faz parte da vida e foge ao nosso controle. E já que as perdas são inevitáveis, precisamos vivenciá-las da melhor forma possível.
    Escrevi um texto alguns anos atrás sobre Perdas e logo que achá-lo vou publicar no Blog. Continue acompanhando.
    Beijos,
    Mariza
    estardeficiente@yahoo.com.br

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    1. oi mariza eu tenho dois filho cada um tem um pai eu sofro muito com isso e outra eu nao to com naim um dos pais deles e meu mais velho sofre muito pos tem duas semanas que eu to morado com meu namorado e meu mais nao levei mais hoje eu pesei ele tem que ir ele faz parte de mim porque nao apesar que o pai dele e muito ingnorante eu nunca proibir dele ve meu filho apesar que e dele tbm agora da menina so mandar mesagem e sinto que ela sofre pois ela ve o pai de meu filho saido e ela quer ir ai ela pergunta papai vem mim pegar mae eu choro muito porque ele separou nao so de mim mais da filha e eh errado

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    2. Bem, não podemos obrigar as pessoas a assumirem seus papéis, mas podemos tentar amenizar o que já se estragou. A verdade é sua companheira. Nunca invente que o pai está viajando, que dia tal ele volta, e essas coisas, a não ser que ele more em outra cidade mesmo. Mostre que ela foi concebida com muito amor, que é amada. A medida que as crianças crescem, crescem também os questionamentos e no futuro seu filho ou filha verão e entenderão quem é o pai. Não cabe a você denegrir a imagem dele para os filhos, eles verão por si mesmos e cobrarão do pai se assim quiserem. Avós, tios, padrastos geralmente são elegidos pela criança como a imagem masculina de pai. Isso é bom, como também é bom dizer que eles não são os pais. O importante é a criança ter uma imagem masculina para se espelhar. Bjs

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  4. Bom dia! Gostetei muito do seu comentario sobre separação, principalmente no caso de contituição de novas famílias.
    Vivo um drama. Me separei depois de 24 anos de um casamento conturbardo, tenho três filhas desse casamento; uma com 22 anos, outra com 21 anos e a mais nova com 10 anos. Minhas filhas mais velhas não aceitam o fato de ter deixado a mãe delas e viver com outra pessoa. A mãe delas ainda fica criando caso comigo e quando quer tratar de alguma coisa comigo sempre coloca as filhas para participarem da cpnversa, principalmente a mais nova, eu vejo que ela fica triste porque a mãe fala muitas coisas pra ela e também ela presencia tudo. Eu tenho muita vontade de levar minha filha para conhecer minha nova familia, mais sei que vou enfrentar uma barra por conta disso. Com certeza minha ex-mulher e minhas filhas mais velhas vão colocar coisa na cabeça dela para que ela não queira ir. O que faço? me ajude!

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  5. Olá!
    Tenho uma filhinha que está para completar 1 ano. Eu me separei do pai na gravidez, a qual não foi planejada. Tenho 19 anos e a relação com o pai foi durante 7 meses, terminando de forma ruim. Por isso, não queria ter que estar em meio a família dele como se fossemos uma grande família feliz. E queria mostrar pra minha filha que ela tem duas famílias que a amam. Queria saber alguma solução quanto aniversário e datas importantes, não queria fazer com as duas familias juntas, o que fazer? Quero que ela entenda que apesar de não ter uma familia tradicional, está cercada de amor.

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  6. Oi Estevam, obrigada pela visita!

    Não é a família que se acaba numa separação, é apenas o vínculo conjugal. O pai, a mãe continuam a existir, o marido e a esposa não. Você entendeu isso, mas sua ex não. Você sabe que toda essa interferência dela se dá por não aceitar a separação, a perda. Para alguns é extremamente difícil, para outros, praticamente impossível. Sua ex-esposa deve primeiro aceitar que o relacionamento acabou, mas seu direito de exercer sua paternidade não. Vocês, quem sabe, precisarão de longas conversas para terminarem realmente esse casamento, colocarem as mágoas para fora, acertar o que não foi acertado. Suas filhas mais velhas, ao verem o sofrimento da mãe, se identificam com ela e isso não pode acontecer. Elas se sentem abandonadas, trocadas, e isso gera raiva, ira. Ninguém enxerga nada se tomado de raiva. Querem apenas vingança, fazê-lo sofrer, pois acham que dessa forma seus sofrimentos são amenizados. Bem, quanto a caçula você deve tomar mais cuidado. Ela o teve menos como pai e ainda precisa muito da sua figura, do cantinho dela na sua casa, dos seus conselhos, etc. As dicas do post podem ajudar muito, mas primeiro você deve conquistar a paz e o entendimento nesse ex-relacionamento, pois dessa forma seus esforços serão em vão. Há pais que necessitam até entrar na justiça para evitar danos maiores (veja a lei: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12318.htm). E para entender bem como isso funciona procure na internet sobre "alienação parental" e veja se não é o seu caso.
    Procurem ajuda de um profissional (psicólogo)e que tal dar uma cópia desse texto para suas filhas maiores?
    Mantemos contato, abraços.

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  7. Tayanne,
    Impossível querer passar para a sua filhinha a sensação de ser amada pelas duas famílias se você não sente isso! Nossos filhos aprendem a nos interpretar pelas entonações de voz e pelos gestos corporais, eles são bons nisso. No futuro ela entrará em conflito quando perceber que você não gosta da família do pai dela e ela gosta. Ela se sentirá culpada por amá-los. Se você não quer estar com eles é porque você "não gosta", e as crianças sempre percebem.
    Nem sempre pode ser da forma que gostamos, tem que ser da forma que será melhor para sua filha.
    Faça a festinha num salão de festas. Combine com o pai para trazer os mais íntimos: avós, tios e primos e você também levará os mais íntimos (leia novamente o post, principalmente o item 7) mais os amiguinhos.
    Se você ou ele já estão num relacionamento, evitem levar os namorados (as). Deixe isso para quando o relacionamento for oficializado (leia novamente o item 6).
    Bem, fazemos e iremos fazer muitas coisas que não gostamos em função do bem estar de nossos filhos. Na verdade, ao colocarmos nossos filhos nesse mundo passamos a ser os responsáveis por suas vidas. Nós é que decidiremos se eles serão felizes e ajustados ou tristes e problemáticos. Não esqueça disso! Afinal, aniversário se faz só uma vez ao ano. Você não precisa ser falsa, seja apenas educada e amável, já basta.
    Mantenha contato, bjs.

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  8. Estevam e Tayanne, não deixem de ler o post "PERDAS, SEPARAÇÕES E MORTE". Tem tudo a ver!

    (http://estardeficiente.blogspot.com/2010/10/perdas-separacoes-e-morte.html)

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  9. Bem, eu não tenho problemas com o pai da minha filha, mantenho a nossa relação estritamente em volta da nossa filha, mas não tenho odio ou rancor. Nunca ousaria falar mal dos seus parentes paternos e muito menos do pai, não sinto essa necessidade e não causaria essa confusão em sua cabecinha. Mas hoje eu quero e preciso do meu espaço, pois já estou em outra relação. Com uma pessoa a qual me apoiou quando o pai decidiu ir embora até quando minha filha completou 6 meses, ocasião que o pai reapareceu.
    A situação do relacionamento com o pai é muito complicada. Em suma, eu trai a pessoa com quem estou hoje, com o pai da minha filha, e passando por cima de tudo, ela decidiu aceitar-me de volta e me perdoar. Por isso, não tenho motivo de manter contato com a família do pai, afinal nossa relação foi fruto de uma grande confusão de minha vida e não sinto a necessidade de compartilhar momentos com os familiares dele, os quais só fazem parte da minha vida hoje por minha filha. Esta sim, eu faço questão que receba visitas do pai, o qual vai 4 vezes por semana a minha casa visitá-la, mas penso que meu contato com ele nada deve sobressair do que pai e mãe de nossa filhinha, não? Assim, tendo em vista que minha filha não conviveu dentro de um clima familiar, penso em criá-la aceitando isso, mas nunca farei com que ela se sinta culpada por amar seus parentes paternos. Quero achar um meio de mostrar que são duas famílias ligadas pelo amor que sentem por ela. E tendo em vista a situação delicada, não queria causar nenhum constrangimento a pessoa a qual hoje pretendo casar e formar uma família, fazendo uma festa sem ela ou colocando numa situação delicada ao se deparar em meio ao pai e familiares dele. Já há uma pretensão de com o passar dos anos e as lembranças não rememorarem as coisas ruins que houve, os aniversários serem em conjunto, ou um almoço em família juntamente com o pai e a mulher. Como você disse, os pais são responsáveis pela felicidade dos filhos, e é isso que pretendo buscar, mas de forma diferente, de uma forma que ela se sinta arrodeada de amor, mas veja que ela tem a familia da mamae e a familia do papai. Apenas não sei bem como fazer isso.
    Obrigada pelas palavras!

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  10. Oi Tayanne, fico feliz de ver uma pessoa tão jovem e com tanta maturidade. Sua filha só tem a ganhar com isso! Parabéns!
    Independente de ser Psicóloga, já passei por isso há 17 anos atrás e hoje vejo que meus esforços valeram a pena. Meus filhos me admiram e me agradecem pelos "sacrifícios" que fiz pelo bem estar deles (e eles usam a palavra sacrifício mesmo). Enquanto eu, não considero sacrifício nenhum zelar por eles, foram apenas alguns momentos "chatos" (e alguns até beirando o desespero).
    Olhando em seus álbuns de fotos, pelo menos enquanto eram menores, vejo que sempre tem alguém da família do pai em uma ou outra ocasião, além do próprio, principalmente os avós e isso foi bom para eles. Faça a sua parte! Isso não será sempre e nem para sempre. Nada impede que uma ou outra festa ou comemoração não estejam todos (de lá e de cá). Minhas festas não foram sempre uma "mistura de todos". Mas não lhe nego que em algumas estavam todos, até meu novo parceiro e a nova parceira dele. Procurei não estender o "parentesco" às famílias dos novos parceiros nas primeiras festas, mas foram poucas as vezes que estivemos "todos" juntos. Não fiz questão de estarmos "sempre juntos", mas não impedi de acontecer (festinhas de aniversário na escola sempre me ajudaram, bem como numa pizzaria só com os amigos, quando maiorzinhos). Na verdade, é só quando maiores que nossos filhos começam a entender que a família deles é diferente, que têm mais avós, outros irmãos, etc. É agora que começam as perguntas, as cobranças, as comparações. Se tudo ocorreu bem até aqui, você não encontrará mais problemas pela frente, pois eles é que passam a decidir agora.
    Quanto ao seu companheiro, ele não ficará fora disso tudo, e nem pode, apenas é muito recente toda essa situação e pode parecer um afronto, mas logo as feridas cicatrizam e tudo será mais natural. Faça as primeiras festas mais curtas para não estressar ambos e principalmente a criança.
    Fique tranquila, onde não há ódio ou rancor, dificílmente haverá traumas ou sequelas importantes. E acredite, o simples fato de você ter chegado até esse artigo e ter se aberto, já ilustra a excelente mãe que é. Uma mãe querendo acertar.
    Finalizando, quando chegar a hora de ter que explicar para sua filha sobre o pai (e ela vai querer saber porque vocês não ficaram juntos), fale a verdade, fale que vocês não tiveram tempo para se conhecerem, precipitaram no relacionamento e acabou não dando certo (você achará as palavras certas para sua filha), mas que ela foi concebida sob muito amor. É o que os filhos precisam acreditar, que foram concebidos com amor.
    Você já está fazendo a sua parte e se o pai dela também fizer a dele, que bom será para sua filhinha!
    Mil beijos e continue crescendo sempre!

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  11. Olá Marisa, estou gostando muito de participar do seu blog e principalmente dos temas abordados.
    Tenho costume de conversar com muitas pessoas diariamene e entre essas conversas, o tema separaçao foi muito falado, principalmente por uma mulher em questão, deficiente física, que se casou com um homem da qual chegou em sua vida totalmente desestabilizado emocinalmente e profissionalmente.Juntos usufruiram de um lar da qual ela já tinha e solidificaram o mesmo com o casamento.Com o passar dos anos ele a convenceu a se aposentar, ficar cuidando apenas do filho q acabara de nascer,não pegar mais o carro para sair(ele a levava para todos os lugares)e assim, ela foi se anulando ao seu lado.Depois de estruturado de modo geral, ele resolveu que era hora de terminar o casamento e foi embora sem olhar pra tras.
    A moça ficou só, criando seu filho,dividas aos montes para quitar, lutando para não perder o teto onde morar, com medo de voltar a pegar o carro já que não mais dirigia, além do que ele deixou o carro totalmente acabado(um carro adaptado a ela)e pior, sem trabalho já que havia se aposentado.Diante de tais fatos,ela escreve falando o quanto é iimpossível não ter mágoas dele, o quanto é difícil ve-lo sem sentir ráiva, rancor e ainda mais, ele luta em SP..sua cidade de origem, pelos deficientes, isso que mais a deixa revoltada, ele luta pelos deficientes e não fala para ninguém o que fez para sua ex mlher...tão deficiente quanto as pessoas da quais ele tanto defende.
    Ver o filho ele vem mas para a criança o pai representa presentinhos, comer pastel na feira e passer, cabe a mãe o papel de participar das reuniões escolar, passar noites em claro nos dias de febre, ensinar o certo e o errado na vida....mas o que é certo ou errado colega?
    Essa mulher sofrer e não é só emocionalmente, ela sofre pelas suas limitações físicas e como ele a deixou completamente só para cuidar de uma casa sentada numa cadeira de rodas, dar banho no filho sentada na cadeira de rodas, se pelo menos tivesse condições financeiras para pagar alguém para ajuda-la, mas as dividas que ele deixou foram tantas que hoje ela luta para paga-las.
    Procuro ajuda-la no que é possível mas sinceramente tenho que entender o lado dela e ver que suas mágoas tem fundamento e que chamar o pai para participar do aniversário, conversar com ele cordialmente se torna uma tarefa muito dificil.
    Se vc puder me ajudar rs...também me orientando, fico grata porque assim vou poder ajudar não somente ela mas muitas outras.
    Desculpe o tamanho do comentario mas o tema é polémico.

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  12. Oi MariCm, obrigada pela visita e desculpe a demora, passei muito ocupada nesse último mês.

    Que história triste e injusta! Mas infelizmente somos responsáveis por nossas escolhas. Quem escolhe para casar e constituir família com uma pessoa desestabilizada emocional e profissionalmente? Essa não é a ordem natural das coisas. As pessoas procuram um parceiro estabilizado. Parece-me que sua amiga confundiu sua necessidade de “cuidar” com amor. Quem se anula quer piedade ou acredita que se ficar quieta e agüentar tudo não perderá seu parceiro. Mesmo se sentindo explorada e dominada ela não reagiu e percebo em sua fala que ela também ainda não venceu essa decepção. Ela tem o direito de se sentir usada, de ter mágoas, mas não pode compartilhar com seu filho essa mágoa ou raiva. Isso pertence a ela. O filho não deve pagar pelas escolhas erradas da mãe ou ser induzido a também ter raiva. No futuro, quando maior, a criança consegue ver a nítida diferença entre os pais, quem cuida, quem preocupa e quem “compra” e é ausente. O pai colherá os próprios frutos plantados.
    Sua amiga precisa de ajuda. Deficiência não é fardo! Ela própria parece que não aceitou sua deficiência e se sente inferior, limitada e resignada. Só temos essa vida e se não decidirmos como vamos vivê-la não teremos outra chance para uma nova escolha, pois somos nós quem decidimos como vamos vivê-la, plenamente, mesmo com limitações, problemas ou sofrimentos ou apenas lamentando. Para isso ela precisa acreditar que é alguém que merece ser amada e acima de tudo se amar. Quem se sente inferior, não digno de amor, nunca conseguirá ser feliz nos relacionamentos, nunca acreditará em suas próprias capacidades e nunca acreditará que alguém a amará como é , e sempre se anulará.

    Bem, aniversário é uma coisa que marca a criança, ela verá as fotos no futuro e o pai justificará que não está nas fotos porque a mãe não o convidou. Por isso sua amiga precisa se fortalecer e se sentir segura para enfrentar tudo isso. Tenho conhecidos que só convidam o “pai ausente” nos anos mais significativos, como o aniversário de 1 e 2 anos ou de 7 anos e o resto fazem na escolinha. Essas festinhas na escola ajudam muitos pais na mesma situação. É rápida, sempre em dia útil da semana e durante o dia e não permitirá maiores contatos entre ambos. E se o pai é tão ausente como você o descreve, ele logo começará a dar desculpas e não aparecerá em todas. Depois dos 7 anos a criança já não dá tanto valor aos pais nas festinhas, ela quer os amigos, e sua amiga poderá fazer a festinha numa sorveteria, por exemplo, ou numa pizzaria. “Contorne”, quando não for possível evitar! E um último lembrete: ela nunca ela deverá passar os seus sentimentos ao filho. Ele próprio deverá fazer seus julgamentos e ter seus próprios sentimentos no futuro.

    Espero ter ajudado! Beijos

    (leia os outros comentários desse post e acesse Perdas, Separações e Morte, outro post aqui do Blog que fala sobre o mesmo tema)

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  13. Prezada Sra. Maria Helena
    Lí com muita atenção seu blog, pela primeira vez todo o texto, pois minha vida profissional me dá poucos momentos para esta leitura , entre uma consulta e outra , e realmente me emocionei, pois dia 20 de Abril é aniversário de meu filho unico, e já me separei de minha ex-espôsa há +/- 5 anos, hoje convivo com outra pessoa a quem realmente amo, e estava procurando respostas para minha dúvida,em virtude da comemoração do aniversário de meu filho meu filho ocorrer dia 20 próximo ( 2 comemorações, existirá ciúmes talvez da companheira atual??) . Enfim sempre nesta data esta duvida cruel sempre persiste. Incrível como na minha profissão damos alguns conselhos em alguns momentos e, se não conseguimos nosso objetivo, pelo menos amenizamos parte da situação, Entretanto é muito difícil encontrar respostas para as nossas próprias situações. Hoje após a leitura de vosso texto realmente após este periodo longo de dúvidas, com toda sua sabedoria me ajudou e muito. Portanto queria agradecer de coração por este presente (realmente um presente de valor inestimável) nesta data.Meus sinceros e muito sinceros agradecimentos.
    Cordialmente DNF

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    Respostas
    1. Fico feliz em poder ajudar!
      Desejo-lhe sucesso na profissão de pai.
      Abraços

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  14. Nossa...procuro uma ajuda na internet porque após 8 anos separadas, minha filha com 17 anos teve uma crise emocional e precisamos recorrer a um profissional. Ela também passou pelo fim do ensino médio e tentou a universidade e não conseguiu então parece que era um copo que estava cheio e que agora transbordou ou pior parece ter derramado tudo. O fim do casamento passou por tudo isto relatado. Logo no primeiro aniversário, quis unir as famílias, os amigos da antiga escola e da nova mas não consegui que o pai nem ninguém da família dele aparecessem e olha que sempre tive um bom relacionamento com eles. Quando ela completou 15 anos e era uma das coisas que eu planejava a anos, ele fizeram a festa e nao convidaram nem a mim e nem a ninguém da família. Minha filha com a maturidade percebeu isto porém sempre foi assim eu tentando me aproximar como amiga pelo bem dela e ele repelindo ate eu desistir de tentar. Mas mentir que eu nao tenho minhas magoas também por nao saber resolver isto. Outra coisa que ele fez que me magoou profundamente ele ter entrado com um processo litigioso de mudança de guarda e de cometer alienaçao parietal ... Quase acabou comigo de novo... Então tem jeito... Ele me acusa de ser pai apenas financeiro o que nao é verdade já que mesmo saindo sem nada do casamento, consegui me reerguer e ate ter meu próprio apartamento , colocar ela em um dos melhores colégios da zona norte e supri-lá com o básico necessário e o pai que a enche com presentes caros... Agora que parecem que os traumas retornaram, ele ainda se recusa a falar comigo sobre o assunto me acusando de impositiva. A relação com a família dele melhorou e muito pois resgatamos essa necessidade pois sou muito grata e amiga da mãe dele e da irmã mas ele nãao faz o mesmo com minha família. Elas voltaram a se falarem e a minha filha teve uma prova desta felicidade na formatura onde todas estavam juntas inclusive no mesmo lugar e fizemos uma festa para ela... O problema continua sendo eu e ele que mesmo após tanto tempo, nao consigo com que ele assuma junto, a educação e o bem estar dela...

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